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Biografia de
Barão de Mamanguape
Flavio
Clementino da Silva Freire

O barão com
grandeza de MAMANGUAPE foi Flavio Clementino da Silva Freire, nasceu na
Paraíba em 1816 e faleceu também lá a 26.08.1900. Casou com Carmem Freire nascida
no Rio de Janeiro a 2 de Março de 1855 e falecida a 13 de Setembro de 1891,
nessa cidade. A baronesa teve uma vasta educação literária e escreveu várias
poesias de valor. Bacharel em Direito. Flavio era importante fazendeiro na província
da Paraíba do Norte, proprietário de fazenda de açúcar na província de
Natal. Foi deputado na 10ª e 11ª legislaturas de 1857 a 1864, pela província
da Paraíba do Norte, que representou no Senado como senador nomeado em 1869.
Presidiu a Província da Paraíba do Norte em 1873. Era Grande do Império
e Oficial da Imperial Ordem da Rosa. Foi agraciado com o título de Barão de
Mamanguape por Dec de 14.03.1860 ; elevado ao título de 1º Barão com honras
de grandeza por Dec de 14 de março de 1860 - Paraíba do Norte. Título
de origem toponímica, tomado da cidade do mesmo nome.

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Genealogia do Barão de Mamanguape
Biografia de
Mathias da Silva Freire (Cônego)

Mathias da Silva Freire (Cônego) : Nasceu a 21 de agosto de 1882, na Praia de Ponta de Campina, município de Mamanguape, Estado da Paraíba e faleceu na capital do Estado, em 30 de março de 1947, com 65 anos de idade e 47 de sacerdócio. Era filho do casal Flávio da Silva Freire e D. Ana Leal Freire e neto do Barão de Mamanguape . Estudou no Seminário Diocesano da Paraíba e foi ordenado padre na Capela do Palácio Arquiepiscopal do Recife, pelo bispo da Paraíba, D. Adauto de Miranda Henriques, em 24 de fevereiro de 1905. Exerceu o magistério, lecionando Geografia nos Colégios Pio X, Liceu Paraibano e Escola Normal. Colaborava intensamente na imprensa paraibana, tendo sido diretor do Correio da Manhã, redator de A União, da Imprensa e do Diário do Estado Jornalista por vocação, era polêmico e radical, primava pela pureza da linguagem e usava , na maioria das vezes, os pseudônimos de Mário Silva, Dasilva Campos ou Gil Mac Dadá. Além de padre, professor, jornalista e poeta , era poliglota. Desempenhou as funções: Diretor da Escola Normal; Diretor do Montepio dos Funcionários Públicos do Estado; atual IPEP; foi Deputado Estadual, Presidente da Assembléia Legislativa do Estado e Deputado Federal; era membro da Associação Paraibana de Imprensa, do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro.Ingressou na APL, em 14 de setembro de 1941, tendo sido um dos dez fundadores da Academia Paraibana de Letras, quando faleceu exercia a Vice-Presidência da Casa.
O padre Mathias Freire era alegre . Às vezes, recebia censuras da sociedade conservadora pelo seu comportamento liberal e moderno: fumava em público , em seus poemas exaltava o amor, o belo e a natureza. Todas as manhãs, era visto na Catedral cumprindo o sagrado exercício do sacerdócio. Não deixou livros publicados, a sua produção encontra-se em publicações dos jornais da época e nas Revistas da APL.
Fundador:CO. MATHIAS FREIRE
Sucessor:MONS.
PEDRO ANÍSIO
2º Sucessor:TARCÍSIO
BURITY
Fonte: Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Eduardo
Barata e AH Cunha Bueno - Verbetes: Mamanguape, Barão; família Silva Freire
e Almanak Laemmert
(1844-1889) e Academia Paraibana de Letras aplpb@aplpb.com.br
http://www2.aplpb.com.br/academicos/mathiasf.htm
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: CASTRO, Oscar de Oliveira. Confidência com Mathias Freire, In: Revista da APL, nº 03, João Pessoa: 1948. MARIZ, Celso. Elogio fúnebre de Mathias Freire, In: Revista da APL, nº 02, João Pessoa: 1947. TAVARES, Eurivaldo Caldas. Jornal A UNIÃO, ed. 19/12/1982- .