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"Nosso Grupo de Genealogia da Familia Freire será tão forte quanto seus membros o façam"

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Livro

CAÇAPAVA Apontamentos históricos e Genealógicos
autor Benedicto Alípio Bastos -
Caçapava – 1955

Edição Comemorativa do 1.° Centenário do Município de Caçapava 

ESBOÇOS GENEALÓGICOS DE ALGUMAS  FAMÍLIAS CAÇAPAVENSES (*)

 

Índice do Livro CAÇAPAVA Apontamentos históricos e Genealógicos

Capítulo I - § 1. ° Ascendência do Capitão Jorge Dias Velho
§ 2. ° Descendência do Capitão Jorge Dias Velho
Capítulo II - § 1. ° Ascendência do Capitão Tomé Portes D'El-Rei
§ 2. ° Descendência do Capitão Tomé Portes D'El-Rei
Capítulo III Ascendência e Descendência do Cel. João Dias da Cruz Guimarães
Capítulo IV - § 1. ° Ascendência de Salvador Corrêa de Siqueira Portes
§ 2. ° Descendência de Salvador Corrêa de Siqueira Portes
§ 3. ° Francisco Corrêa Portes Sobrinho
Capítulo V João Batista Moreira
§ 1. ° José Corrêa Leite
§ 2. ° Francisco Moreira de Castilho
§ 3. ° João Batista Moreira
Capítulo VI Descendência do Capitão João Ramos da Silva
Capítulo VII Mariana Vitória da Luz
Capítulo VIII João Alves da Silva Coelho
Capítulo IX Ascendência e Descendência do Dr. José Augusto de Oliveira Moura
Capítulo X Rafael Pinto de Araújo
Capítulo XI Manoel Inocêncio Moreira da Costa
Capítulo XII Tenente Coronel João Nepomuceno de Freitas
Capítulo XIII Ascendência e Descendência do Coronel Manoel Esteves da Costa Salgado
Capítulo XIV Irmãos Moreira de Castilho
Capítulo XV Coronel Antônio Moreira de Alcântara
Capítulo XVI - § 1. ° Ascendência e de Benjamin Raimundo da Silva
§ 2. ° Descendência de Benjamin Raimundo da Silva
Capítulo XVII Alexandre de Freitas Dias
Capítulo XVIII Coronel João Rodrigues de Oliveira China
Capítulo XIX Major José de Almeida Teles
Capítulo XX Tenente Coronel Teodoro Pereira da Silva
Capítulo XXI Candido Marcondes do Amaral Júnior
Capítulo XXII Coronel João Dias Pereira

 

 

 

CAPÍTULO I
CAPITÃO JORGE DIAS VELHO

§ 1. °

ASCENDÊNCIA DE JORGE DIAS VELHO

 0 capitão Jorge Dias Velho descende de um dos primeiros povoadores do campo de Piratininga — o reinol GARCIA RODRIGUES.

1) Garcia Rodrigues foi casado com Isabel Velho, ambos naturais do Porto (reino de Portugal). Vieram já casados para São Vicente, por volta de 1540. Já tinham filhos e filhas casados (segundo informam Pedro Taques e Silva Leme). Garcia Rodrigues morou em Santo André da Borda do Campo, onde, embora analfabeto, foi vereador em 1555, juiz ordinário interino em 1556, almotacel em 1557. Em 1558 tomou parte em ajuntamento dos homens bons. Passou para São Paulo e ali foi vereador em 1561 e 1563, sendo que, neste ano, o Conselho fez reunião em sua residência. Foi almotacel em 1562 e 1564. No ano de 1575, foi louvado para, como perito, examinar a casa do Conselho (Livro de atas da Câmara de São Paulo, vol. I, pág. 83); em 1576 e 1578, esteve em ajuntamentos e, em 1580, ainda era vivo (Livro de Atas da Câmara de São Paulo, vol. I, pág. 169). Consta que, depois de 1580, com cerca de 80 anos de idade, levou a família para Santos, onde morou, pois é tradição corrente na época que, em sua casa, o Venerável Padre Anchieta fez um milagre, sendo chamado de São Vicente, a pedido de um «brasil», que ressuscitou para ser batizado.

Garcia Rodrigues faleceu em 1590, ano em que filhos seus voltaram para São Paulo. Com a sua morte, passou para seu filho homônimo o domínio de uma data de terrenos, que ele possuía no caminho da Tabatinguera (Registros — vol. VII, pág. 22), hoje movimentadíssimo logradouro público da nossa imensa metrópole.

(*) Os apontamentos genealógicos que transcrevo neste livro, de páginas ... a páginas ... são excertos do livro " Genealogia Paulista, das famílias do Vale do Paraíba", em elaboração.

Garcia Rodrigues era filho de Antônio Rodrigues, o companheiro de João Ramalho, ambos, os primeiros povoadores brancos da Capitania de São Vicente, no litoral e nos Campos de Piratininga.

Do casal Garcia Rodrigues e Isabel Velho nasceu a filha:

2) Méssia Rodrigues, que foi casada com Domingos Gonçalves da Maia, viúvo de Isabel de Góes. Desse casal foi filho:

3) Garcia Rodrigues Velho, que se casou com Catarina Dias, filha de Domingos Dias e de Mariana de Chaves.   Foi filho desse casal:

4) Manoel Garcia Velho, que foi casado com Maria Nunes da Costa (ou Maria Muniz da Costa).   Este casal, entre outros, teve o filho:

5) Capitão Jorge Dias Velho, natural da cidade (de São Paulo, fundador, como dissemos, da Capela de Nossa Senhora da Ajuda de Caçapava, «cuja construção e ornamentos (afirma Pedro Taques, em sua preciosa obra «Nobiliarquia Paulistana») acusam a grandeza do seu fundador».

 

§ 2. °

 

DESCENDÊNCIA DO CAPITÃO JORGE DIAS VELHO

 

Capitão Jorge Dias Velho, o inolvidável fundador de Caçapava Velha foi casado em São Paulo com Sebastiana de Unhate, filha de Antônio da Cunha Gago, o «Gambeta», de alcunha, e de sua mulher Marta de Miranda. Jorge e Sebastiana tiveram seis filhos, como se verá adiante:

 

F 1. Capitão Antônio da Cunha Gago, que adotou o nome do avô, foi casado, em 1697, na vila de Taubaté, com Margarida Antunes Cardoso, filha do Capitão Tomé Portes d'El-rei e de Juliana de Oliveira.    Por esta, Margarida era neta de Francisco Corrêa de Oliveira, falecido na vila de Taubaté, em 1686, e de s/m Ângela da Mota. Antônio e Margarida tiveram sete filhos:

N 1. Capitão Tomé Portes da Cunha, que casou, em 1724, em Taubaté, com Margarida Bicudo, filha de Pantaleão Ferreira de Mendonça e de Violante de Siqueira Leme. Esse casal teve duas filhas:

Bn 1. Teresa Portes d'El-Rei, casada, em 1751, em Guaratinguetá, com Antônio dos Santos de Oliveira, filho de Amaro dos Santos Oliveira e de Maria de Abreu.

Bn 2. Francisca Xavier, casada, em 1751, em Guaratinguetá, com Vicente Ferreira da Silva, filho de Domingos da Silva Teixeira e de Bernarda do Prado,

N 2. João Portes, da Cunha, que casou com Isabel da Silva Leme, filha do sargento-mór Lourenço de Brito Leme e de Cristina Maria de Siqueira (Silva Leme, vol. 6.°, pág. 435). João Portes e Isabel tiveram sete filhos:

Bn 3. Ana Nunes de Siqueira, casada, em 1760, em Guaratinguetá, com Francisco de Pontes Renato, filho de Miguel de Pontes Francês e de Lucrécia Leme. Este casal teve três filhos:

Tn 1. Antônio de Pontes Renato, casado em 1797, em Guaratinguetá, com Teresa Maria, filha de Domingos da Silva Ludovico e de Maria Antunes do Prado (Silva Leme — vol. 3.°, 49).

Tn 2. Joaquim de Pontes Renato, casado em 1788, em Guaratinguetá, com Maria Francisca de Jesus, filha de André Pinto de Castro e de Antonia da Silva de Jesus (Silva Leme — vol. 3.°, 66).

Tn 3. Gonçalo de Pontes Renato, casado em 1794, em Guaratinguetá, com Ana Maria, filha de Manoel Cardoso da Silveira e de Maria Leme de Jesus. (Ana Maria foi filha única).     

Bn 4. João Portes da Silva, casado em Guaratinguetá, com Maria Francisca, filha de Domingos Francisco Pais e de Isabel Francisca.

Bn 5. Maria Josefa da Conceição, casada, em 1772, em Guaratinguetá, com Gonçalo da Silva Leme, filho de João Machado Ludovico e de Ana Maria da Cunha (Silva Leme, vol. 3.°, pg. 50).

Bn 6. Isabel de Siqueira Leme, casada, em 1766, em Guaratinguetá, com Manoel da Silva Barbosa, filho de João Machado Ludovico e de Ana Maria da Cunha (Silva Leme, vol. 3.°, pg. 49).

Bn 7. Maria Leme da Silva, casada com Pedro da Costa Colaço, filho de Bento da Costa Colaço e de Francisca Vieira. Este casal teve quatro filhos:

Tn 4. Manoel da Silva Leme, casado, em 1784, em Guaratinguetá, com Ana Martins de Abreu, filha de João Martins de Abreu e de Domingas Barbosa de Lima (Vol. 3. °, pg. 50, de Silva Leme).

Tn 5. Ana Leme da Silva, casada, em 1773, em Guaratinguetá, com José Rodrigues dos Santos, filho de Jerônimo Rodrigues Perdigão e de Maria Álvares de Oliveira.

Tn 6. Maria da Silva Leme, casada em 1775, em Guaratinguetá, com João Machado Ludovico, filho de Domingos da Silva Ludovico e de Maria Antunes do Prado (Silva Leme, vol. 3. °, pg. 48).

Tn 7. Bento da Silva Leme, casado, em Guaratinguetá, em 1788, com Francisca Maria, filha de Domingos da Silva Ludovico e de Maria Antunes do Prado (Silva Leme, vol. 3. °, pg. 48).

Bn 8. Margarida de Jesus Maria, nascida em Itajubá (Minas Gerais), casada em.   Guaratinguetá, em 1779, com José da Silva Lopes, filho de Francisco da Silva Lopes e de Isabel Antunes de Miranda (de Taubaté).

Bn 9. Antônia da Silva Neves, nascida em Taubaté, foi casada com Manoel Martins de Brito, filho de Mateus Martins de Brito e de Eugenia Maria. Antônia e Manoel tiveram uma filha:

Tn 8. Ana Maria da Assunção, casada em 178-3, em Guaratinguetá, com Gaspar Lopes Salgado, filho de Bento Lopes Salgado e de Maria Corrêa da Conceição.

N 3. Antônio da Cunha Portes.

N 4. Inácio Rodrigues da Cunha foi casado, em 1759, em Pindamonhangaba, com Maria do Rego Barbosa, filha de Brás Esteves Leme e de Maria da Silva Antunes (Silva Leme, vol. 3.o, pg. 87).

N 5. Francisca.

N 6. Bernardino Portes.

N 7. Juliana de Oliveira Cunha.

F 2. Sargento-mór Miguel Garcia Velho, foi casado com Leonor Homem d'El-Rei, filha do Capitão Tomé Portes d'El-Rei e de Juliana de Oliveira. O Capitão Tomé era filho do Capitão João Portes d'El-Rei, natural de Portugal, e de Juliana Antunes, filha de José Preto e de Catarina Dias. Juliana de Oliveira, mulher do Capitão Tomé, era filha de Francisco Corrêa de Oliveira e de Ângela da Mota.

Miguel Garcia Velho e sua mulher Leonor tiveram dois filhos:

N 8. Isidora Portes d'El-Rei. Foi casada com Francisco de Godoy de Almeida Pires, segunda núpcias desse, era filho único de Antônio de Godoy Pires e Francisca Vieira de Almeida. (Este Antônio de Godoy, nascido em São Paulo, foi capitão de auxiliares do bairro de Caçapava (hoje Caçapava Velha). Francisco de Godoy de Almeida Pires, natural de Taubaté, exerceu nessa vila os mais elevados cargos da governança: foi vereador, juiz ordinário e de órfãos. A sua mulher se chamou antes, Domingas de Unhate (em 1.ª núpcias). Falecendo Isidora (2.ª núpcias) , Francisco de Godoy Almeida Pires convolou a novas núpcias com Francisca das Chagas (3.ª núpcias), filha do sargento-mór Manoel Pinto Barbosa e de Andresa de Castilho (esta da família Moreira de Castilho). Francisco de Godoy de Almeida Pires e Isidora Portes d'El-Rei tiveram três filhos:

Bn 10. Miguel de Godoy de Almeida, casado em 1753, em Itú, com Maria Leme do Prado, filha de José Leme do Prado e de Maria de Frias Taveira. Este casal teve 5 filhos:

Tn 9. Bento de Almeida Leme, casado em 1811, em Itú, com Maria Angélica de Arantes, filha do Tnte. Coronel Custódio Francisco Pereira (de Portugal) e de Luiza da Fonseca Teles.

Tn 10. Gertrudes de Godoy, casada em 1793, em Itú, com José Luiz Machado (de Portugal).

Tn 11. José Cirino de Godoy, casado em 1792, em Itú, com Inácia de Araújo Filgueiras, filha de Luiz de Araújo Filgueiras, natural de Braga (Portugal) e de Luzia Pedroso.

Tn 12. Francisca Vieira de Almeida, casada, em 1797, em Itú, com Fernando José Bicudo, filho de Antônio Dias Aranha e de Joana Bicudo Chassim. Esse casal teve a filha:

Qn 1. Maria Joaquina de Almeida, casada em 1824, em Itú, com Francisco Portes de Almeida, viúvo de Clara da Fonseca Teles.

Tn 13. Francisco Portes de Almeida, casado em 1806, em Itú, com Maria de Godoy, filha de José Leme de Alvarenga e de Ana de Quadros.

Bn 11. José de Godoy Roã, casado em 1755, em Parnaíba, com Maria José Bezerra do Amaral, filha de Manoel Bezerra Cavalcanti (de Olinda) e de Méssia do Amaral Gurgel.

Bn 12. Maria Vieira da Maia, casada, em Taubaté, com João de Godoy Moreira, filho de Gaspar de Godoy Moreira e de Anna Maria Pedroso.

N 9. Pe. Francisco Homem d'El-Rei.

F 3. Jorge Dias Velho (o segundo do nome), casado, em Taubaté, com Rosa de Morais, filha de João Sobrinho de Morais e de Maria Gonçalves Cabral.

F 4. Pe. Manoel Rodrigues Velho. Em 1724 Jorge Dias Velho transferiu a este filho a protetoria da Capela de Nossa Senhora da Ajuda de Caçapava Velha, que havia instituído em 1705.

F 5. Maria Velho, casada com o Capitão Antônio Cabral da Silva.

F 6. Marta de Miranda (surda-muda) casada em 1688, em Taubaté, com João Barbosa (viúvo).

 

 

CAPITULO II

CAPITÃO TOMÉ PORTES D'EL-REI

§ 1. °

ASCENDÊNCIA DESSE ILUSTRE PAULISTA

Trata-se de figura empolgante nos fastos do bandeirismo paulista e um dos mais destacados povoadores do vale do Paraíba, principalmente da região que teve por centro o arraial denominado Caçapava Velha, cujo território pertenceu política e administrativamente, até 14 de abril de 1855, ao município de Taubaté.

Na era heróica do bandeirismo e do povoamento deste trecho do vale do Paraíba, existiram, pelo menos, dois indivíduos com o nome que serve de epígrafe a este capítulo — o capitão Tomé Portes d'El-Rei e o sargento-mór Tomé Portes d'El-Rei. E' sobre o primeiro que traçamos estas linhas, fazendo, porém, ligeiras referências ao segundo.

Nos primórdios da existência da Vila de Mogi das Cruzes, uma das primeiras povoações erigidas no vale do Tietê, nos campos de Piratininga, ali se fixou o reinól João Portes d'El-Rei, recentemente vindo da ilha da Madeira, onde nascera. Pedro Taques, o grande linhagista, imbuído de preconceitos nobiliárquicos, afirma que João Portes d'El-Rei era de conhecida nobreza. Esta qualidade, porém, não nos interessa, ao estudar a genealogia dos bandeirantes, ou das suas progênies.

Impressionam unicamente a galhardia, a tenacidade, o heroísmo com que se houveram os nossos maiores no desbravamento dos sertões e na conquista da base física da nossa nacionalidade, que se formava sob a luz da civilização e da fé, levada pelos jesuítas aos mais remotos rincões deste imenso país.

Em Mogi das Cruzes, cerca de 1620, João Portes d'El-Rei, que era filho de Roque Homem d'ElRei, casou-se com Juliana Antunes, filha de José Preto e de Catarina Dias. José Preto foi um dos primeiros povoadores do campo de Piratininga, onde, com seus pais e irmãos, passou a morar em 1574.

Catarina Dias era filha de Gaspar Vaz Guedes e de s/m Francisca Cardoso, esta filha de Brás Cardoso, natural de Portugal, o qual, em terras de uma sesmaria do capitão-mór Brás Cubas, fundou, em setembro de 1611, a vila de Mogi das Cruzes.

Juliana Antunes, que teria nascido em mil seiscentos e poucos, na vila de São Paulo, teve com João Portes d'El-Rei, pelo menos quatro filhos:

1) Catarina Portes d'El-Rei, c.c. Simão da Cunha Gago, filho de Antônio da Cunha Gago

2) Maria Portes d'El-Rei, c.c.  Bartolomeu da Cunha Gago, filho de Antônio da Cunha Gago

3) Ana Portes d'El-Rei, c.c.   Antônio da Cunha Gago, filho de Antônio da Cunha Gago

4)  capitão Tomé Portes d'El-Rei.

As filhas de João Portes casaram-se, respectivamente, com os irmãos Simão da Cunha Gago, Bartolomeu da Cunha Gago e Antônio da Cunha Gago, filhos de Antônio da Cunha Gago, por. alcunha «O Gambeta»  (Silva Leme, vol. 5.°, págs. 180/181). O «Gambeta» era (filho de Henrique da Cunha Gago, o velho, e de Catarina de Unhate e foi casado com Marta de Miranda. Este casal gerou, pelo menos, 11 filhos. Além dos três citados inclue-se a filha de nome Sebastiana de Unhate, que foi casada com Jorge Dias Velho, o fundador da Capela de Nossa Senhora da Ajuda, erigida em 1705, no bairro denominado «Cassapaba», no município de Taubaté, capela que foi a «célula-mater» do município de Caçapava.

O 4.° filho do casal João Portes e s/m Juliana Antunes foi, como vimos acima, o capitão Tomé Portes d'El-Rei, nascido na vila de Mogi das Cruzes, onde se casou com Juliana de Oliveira, filha de Francisco Correia de Oliveira e de Ângela da Mota. Casado, Tomé Portes passou a morar na região de Caçapava Velha, de onde partia para suas entradas no sertão.

Desde sua mocidade, Tomé Portes teve vida ativa e aventurosa, tomando parte ou chefiando bandeiras, no desbravamento dos sertões bravios, do vale do Paraíba e na região, da Mantiqueira.

Segundo nos ensina o mestre Afonso Taunay, o capitão Tomé Portes d'El-Rei foi descobridor de ouro no rio das Mortes, nos fins do século XVII, sendo o primeiro povoador dessa região, pois nos arredores da atual cidade de São João d'El-Rei plantou grandes roças, com as quais abastecia  os  emigrantes  em trânsito  por aquele ponto  obrigatório do antiqüíssimo caminho, seguido sempre pelas bandeiras que penetraram o sertão dos Cataguazes. Para ali Tomé Portes emigrou, levando em sua companhia filhos e genros, dentre os quais Antônio Garcia da Cunha, casado com sua filha Maria Antunes Cardoso, e sobrinho de Jorge Dias Velho, fundador, como dissemos, da capela de Nossa Senhora da Ajuda de Caçapava (velha).

O capitão Tomé Portes d'El-Rei, tendo nascido mais ou menos em 1625, em Mogi das Cruzes, veio a falecer, assassinado por seus escravos, no arraial do rio das Mortes, nos primeiros anos do século XVIII. Devia ter cerca de 80 anos.

Trecho da obra «Emboabas», de J. Soares de Melo:

«Seis anos atrás Tomé Portes, quando dormia, havia sido assassinado por alguns dos seus escravos negros. Os assassinos foram presos por outros escravos, e mortos e esquartejados, junto do rio das Mortes (arraial do mesmo nome) em 1702».

Por isso, não é de aceitar-se a versão espalhada por Azevedo Marques (Apontamentos Históricos, 2.a edição, págs. 151/152), de que a povoação de Caçapava Velha havia sido fundada, em meados do século XVIII, por Tomé Portes d'El-Rei e sua família.

Não há dúvida que descendentes de Tomé Portes, em grande número, foram povoadores de Caçapava Velha e seus arredores, assim como pode-se afirmar que, do pugilo de homens que se localizaram nas paragens da freguezia nova, no período que vai de 1840 a 1850, a maioria deles trazia nas veias o sangue dos Portes d'El-Rei, aliado ao dos Siqueiras, Garcias Velhos, Moreiras de Castilho e Cunhas Gagos.

Patriarca de grande família paulista, com ramificações no território de Minas Gerais, é imensa a rede da progênie do Capitão Tomé Portes nesta região.

§   2.°

DESCENDÊNCIA CONHECIDA DO CAPITÃO TOMÉ PORTES D'EL-REI

 

O Capitão Tomé Portes d'El-Rei, nascido, como já dissemos, cerca de 1625, em Mogi das Cruzes, foi casado com Juliana de Oliveira, filha de Francisco Corrêa de Oliveira e de Ângela da Mota. Esse casal passou a morar na vila de Taubaté; ou melhor dito, na zona rural do município,onde Juliana faleceu em estado de viúva em 1728 (Félix Guisara Pilho — índice de Inventários e Testamentos). Este casal teve, pelo menos, cinco filhos, como se verá em seguida

F 1. João Portes d'El-Rei, nascido em Taubaté, onde faleceu em 1707. Foi casado com Catarina Bicudo, filha de Manoel Rodrigues Mo¬reira (da estirpe Moreira de Castilho) e de Maria Bicudo (Silva Leme, vol. 5.9, pág. 438).    Teve dois filhos:

N 1. Tomé Portes d'El-Rei, sargento-mór, que foi casado com Maria Barbosa de Lima, filha do mestre de campo Alexandre Barreto de Lima e de Maria de Siqueira Cardoso. O sargento-mór Tomé Portes d'El-Rei faleceu em 1773. Acredito que não tivesse falecido em Taubaté, pois nesta vila não foi inventariado. O mesmo aconteceu com o seu avô, que morreu em 1702 em Minas Gerais. O sargento-mór Tomé e Maria Barbosa tiveram, pelo menos, nove filhos, a seguir enumerados:

Bn 1. Antônio.

Bn 2. Alexandre.

Bn 3. Domingos Barbosa de Lima, que casou, em 1788, na vila de Itú, com Maria Joaquina Aranha; sem geração.

Bn 4. José.

Bn 5. Pedro Corrêa de Oliveira, que faleceu solteiro, em 1798.

Bn 6. João.

Bn 7. Maria Cardoso de Gusmão, que faleceu solteira, em 1801.

Bn 8. Ana.

Bn 9. Isabel Barbosa de Lima, que faleceu solteira, em1831.

N 2. Maria Cardoso de Gusmão, que faleceu solteira Margarida Bicudo, que casou com Miguel Pinheiro de Rezende, filho de Antônio Jorge Pinheiro e de Inês de Rezende. Margarida faleceu em 1716 e teve um único filho:

Bn 10. Padre Salvador Pinheiro de Rezende, que foi vigário de Mogi das Cruzes.

F 2. Margarida Antunes Cardoso, casou, em 1697, ainda em vida do pai, na vila de Taubaté, com o capitão Antônio da Cunha Gago, filho do capitão Jorge Dias Velho e de Sebastiana de Unhate (Veja-se capítulo I, desta 4.a parte)

F 3. Leonor Homem d'El-Rei,  que foi casada com o sargento-mór Miguel Garcia Velho, filho do capitão Jorge Dias Velho e de Sebastiana de Unhate (Veja-se o capítulo I, desta 4.ª parte).

F 4. Maria Antunes Cardoso, casada, em 1668, com o capitão Antônio Garcia da Cunha, filho de Garcia Rodrigues Moniz e de Catarina de Unhate.  Maria Antunes Cardoso faleceu em 1759, em Taubaté, onde foi inventariada (Felix Guisard Filho — índice de Inventários e Testamentos). O capitão Antônio Garcia faleceu, com testamento, em 1731 (ver o livro acima citado). Este casal teve doze filhos, todos nascidos em Taubaté (ou mais precisamente, em terras do bairro de Caçapava Velha).

N 3. Francisco Portes, falecido sem geração.

N 4. Juliana de Oliveira, casada com Antônio Raposo.

N 5. Catarina Garcia de Unhate, casada com Álvaro Soares Fragoso. Tiveram:

Bn 11.  João Soares Fragoso. Casou em Curitiba, em 1745, com Inês de Chaves, filha de João de Siqueira Cha¬ves e de Joana Garcia das Neves.    Tiveram:

Tn 1. Miguel José d'El-Rei, casado em 1771, na vila de Taubaté, com Marcelina da Mota Oliveira, filha de Inácio da Mota de Oli¬veira e de Maria da Costa Ferreira.

Tn 2. João Francisco de Oliveira, casado, em 1771, em Taubaté, com Ana Maria da Costa, irmã de Marcelina (supra).

Bn 12. Rosa Maria de Jesus, casada com Manoel Pedroso de Morais, filho de Gaspar Corrêa Moreira e de Ana Pedroso de Morais, natural da Vila da Con¬ceição dos Guarulhos. Este casal teve, pelo me¬nos, dois filhos:

Tn 3. Manoel Corrêa de Morais, casado em 1778, em Itapetininga, com Ana Maria de Godoy, filha de André José de Almeida e de Gertrudes de Godoy.

Tn 4. Maria do Nascimento, natural de Taubaté, casada em Itapetininga com José Leme. irmão de Ana Maria de Godoy (supra).

N 6. Margarida Antunes, casada com Manoel Moreira (estirpe Moreira de Castilho).

N 7. Ângela da Mota, casada com João Fernandes de Souza.

N 8. Francisca Cardoso, casada com Gaspar Vaz Guedes.

N 9. Antônia Portes, casada com João Barbosa de Lima.

N 10.  Maria Portes, casada com o capitão Guilherme Moreira Cabral, nascido em 1704, filho de Manoel Rodrigues Mo¬reira (estirpe Moreira de Castilho) e de Ana Ribeiro Leme, esta filha do capitão Pedro Leme do Prado e de Francisca de Arruda Cabral.    Maria Portes nasceu em 1707. Este casal, em 1765, tinha os filhos seguintes;

Bn 13. Rita, nascida em 1739.

Bn 14.  Catarina, nascida em 1742.

Bn 15. Francisco, nascido em 1742.

Bn 16.  Guilherme, nascido em 1746.

Bn 17. Manoel, nascido em 1750.

Bn 18. José, nascido em 1752.

N 11. João Antônio Garcia.

N 12.  Marta de Jesus, casada com José Moreira Cordeiro, ela nascida em 1714 e êle em 1710. Em 1765 tinham dois filhos:

Bn 19. Luiz, nascido em 1745.

Bn 20. Andresa, nascida em 1749

N 13.   Gertrudes, casada com João Álvares. 

N 14.  Luzia, casada com Domingos Rodrigues de Arzão.

F 5. Francisco Homem: d'El-Rei, faleceu solteiro.

CAPITULO III

ASCENDÊNCIA E DESCENDÊNCIA DO

CORONEL JOÃO DIAS DA CRUZ GUIMARÃES

(Fundador da Capela de São João Batista)

1) Henrique da Cunha veio para São Vicente em 1531, na armada de Martim Afonso de Souza. Era casado com Felipa Gago. Foi um dos primeiros colonizadores da Capitania de São Vicente. Foi filho deste casal:

2) Henrique da Cunha Gago (o velho), que, em Piratininga, casou com Isabel Fernandes, filha de Salvador Pires e de Mécia Fernandes.Tiveram o filho:

3) Capitão Henrique da Cunha Gago (o moço), que foi casado com Maria de Freitas, filha do capitão Sebastião de Freitas e de Maria Pedroso. Deste consórcio nasceu:

4) Isabel da Cunha, que foi casada com Antônio Vieira da Maia, falecidos, ele em 1674 e ela em 1641, em Taubaté. Ele era filho de Pedro Vieira da Maia e de Beatriz Lopes. Este casal teve:

5) Mateus Vieira da Cunha (1.°) casado com Beatriz Gonçalves, filha de Antônio Delgado de Escobar e de Inês Gil, teve o filho:

6) Mateus Vieira da Cunha (2.°), que casou com Isabel Bicudo do Prado, filha de Francisco Borges Rodrigues e de Ana Vaz Bicudo. Pais de:

7) Capitão João Francisco Vieira, casado, em 1758, na vila de Guaratinguetá, com Ana Maria da Conceição, filha de Bartolomeu de Moura e de Catarina de Assunção, portugueses das ilhas dos Açores. O capitão faleceu em Taubaté, em 1778. Este casal teve:

8) Catarina Vieira da Maia (que depois passou a se chamar Catarina Justina de Moura) casou em 1792, na Vila de Taubaté, com o capitão Manoel Dias da Cunha, natural do Reino, filho de José da Cunha e Silva e de Mariana Dias Coelho. Dentre os oito filhos que teve, destaco o seguinte:

9) Coronel da Guarda Nacional João Dias da Cruz Guimarães, que em 1830, já casado com Maria Carolina da Conceição, com uma filha de 11 anos, morava em Caçapava Velha, onde foi recenseado. Tinha 37 anos e a mulher 32.  Esta era natural de Jacareí e filha de Miguel Ramos da Silva. A sua filha referida:

10) Maria Joaquina dos Anjos, nascida em 1819, casou, em 1840, com João Moreira da Costa, filho de Francisco Moreira da Costa e de Francisca Moreira de Matos. Este casal teve os sete filhos seguintes:

F 1. Maria José Augusta de Oliveira, casada com o major Francisco Fernandes, de Oliveira e Silva, filho do capitão José Fernandes de Oliveira e de Mariana Joaquina de Moura (Ver Silva Leme, vol. 5.° pág. 439),     

F 2. José Moreira da Costa Guimarães, foi casado com Ana Maria de Matos.    Sem geração.

F 3. Joaquim Moreira da Costa, falecido antes de 1903.

F 4. Capitão João Moreira da Costa, casado com Carolina Marcondes, filha do tenente coronel João Nepomuceno de Freitas e de Ana Rosa Marcondes.    Este casal teve:

N 1. Maria Joaquina Moreira da Costa, casada com José Hilário Freire, filho de Francisco Hilário Freire e de Ana Teresa de Jesus. Com geração.

N 2. Rosina Moreira da Costa, natural de Caçapava, onde se casou com seu tio Manoel Inocêncio Moreira da Costa. Tiveram os filhos seguintes:

Bn 1. Otília Moreira Marcondes de Souza, que foi casada com Manoel Otaviano Marcondes de Souza. Com geração.

Bn 2. Maria Augusta Moreira da Costa, casada, com geração.

Bn 3. Dr. Pedro Moreira da Costa, casado com Maria Aparecida de Almeida Costa, filha de Bento Vieira de Almeida e de Adélia Maria da Costa. Com geração.

Bn 4. Georgina Moreira de Mesquita, casada com Raul Pinto de Mesquita (falecido).    Com geração.

Bn 5. Carolina Moreira da Costa. Falecida.

F 5. Coronel Manoel Inocêncio Moreira da Costa, nascido em 1851 e falecido em julho de 1900. Foi casado duas vezes: a primeira, com Maria Francisca de Siqueira, filha de Fabrício Corrêa de Siqueira e de Maria das Dores Ferraz. (Ver a geração no capítulo IV, da 4.a parte). O segundo casamento de Manoel Inocêncio foi com sua sobrinha Rosina Moreira da Costa (Ver a geração acima - F 4 (N 1).

F 6. Francisco Jordão Moreira da Costa, que casou com Ana Francisca Moreira Lobato, filha de Inocêncio Lobato de Moura e de Rufina Maria da Conceição, falecida em 1875. Esse casal teve três filhos:

N 3. José Moreira Lobato, nascido em 1876.

N 4. Pedro Moreira Lobato.

N 5. José Jordão Moreira Lobato. Antônio Moreira da Costa.

F 7. Antônio Moreira Costa.

 

CAPITULO IV

ASCENDÊNCIA E DESCENDÊNCIA DE SALVADOR CORRÊA DE SIQUEIRA PORTES

ASCENDÊNCIA DO TRONCO

 

Salvador Corrêa de Siqueira Portes, ligado às estirpes «Portes» e «Moreira de Castilho», nasceu em 1737, no bairro de Caçapava Velha, e foi casado com Maria Moreira de Siqueira, nascida em 1753. Tiveram os filhos seguintes:

F 1. Salvador Corrêa de Siqueira Portes. Este o tronco que agora nos interessa ( § 2°).

F 2. Maria, nascida em 1778.

F 3. Catarina, nascida em 1780.

F 4. Manoel, nascido em 1782.

F 5. Gertrudes, nascida em 1784.

F 6. Vicente, nascido em 1785.

§   2.°

DESCENDÊNCIA DE

SALVADOR CORRÊA DE SIQUEIRA PORTES

Como vimos, Salvador Corrêa de Siqueira Portes era filho de pessoa de igual nome e de Maria Moreira de Siqueira nasceu em 1776 e casou-se com Joaquina Leocádia da Silveira. Em 1829 este casal residia em Caçapava. Velha, e em 1842 já possuía terras nos arredores da atua! Caçapava. Pelo testamento de Salvador Portes, feito em 18 de junho de 1846, verifica-se que o casal tinha dez filhos:

F 1. Maria Corrêa de Alvarenga, casada.

F 2. Fabrício Corrêa de Siqueira Portes, que ulteriormente deixou de usar o nome «Portes». Foi casado com Maria das Dores Ferraz e teve os filhos seguintes:

N 1. José Francisco de Siqueira, professor público, foi casado com sua parenta Benedita Batista de Siqueira, filha de João Batista Rodrigues de Siqueira e de Ana Rosa Ramos de Andrade.

N 2. Maria Francisca de Siqueira, casada com Manoel Inocêncio Moreira da Costa. (Veja-se coronel João Dias da Cruz Guimarães Capítulo III).    Este casal teve as filhas:

Bn 1. Targina Moreira da Costa, que casou em primeiras núpcias com Manoel Inocêncio Franco, deixando geração e em segundas núpcias com João Osório de Toledo.

Bn 2. Elvira Moreira da Costa, que casou com David Lopes Nogueira de Matos.

Bn 3. Zilda Moreira da Costa, que casou com Joaquim Rafael de Araújo, filho de Rafael Pinto de Araújo e de Joaquina Maria da Conceição.

F 3. Prudente Corrêa de Siqueira, casado com Edwiges Nogueira de Siqueira, filha de Manoel Dutra de Medeiros e de Francisca Antunes Nogueira.    Este casal teve os filhos:

N 3. João Prudente de Siqueira (falecido), casou com Francisca de Araújo, filha de Rafael Pinto de Araújo e de Joaquina Maria da Conceição. Com geração.

N 4. Araclides.

N 5. Artur Otoni de Siqueira.

F 4. Placidina Leocádia da Silveira, que foi casada com Moisés Cândido Corrêa.    Tiveram um único filho:

N 6. Francisco Cândido Corrêa, que foi casado com Presciliana de Tolosa Guedes. Esta filha de Fernando Alves Guedes e de Maria do Carmo.

F 5. Constança Diná do Amor Divino, que casou duas vezes: a primeira com seu tio paterno Manoel Corrêa de Siqueira Portes e a segunda com Manoel Teodoro Barreto. Faleceu em 12 de junho de 1878, em Caçapava.

F 6. Delmina  Leocádia   da   Silveira, que foi casada com  Francisco Corrêa de Siqueira Portes.    Foram pais. de:

N 7. Joaquim Francisco de Siqueira Brocha, que casou duas vezes, deixando geração de ambos os casamentos.

N 8. Francisca de Siqueira Araújo, que casou com Benedito Anacleto de Araújo.    Este casal teve os filhos:

Bn 4. Nila Araújo, (falecida) com geração.

Bn 5. Armando de Araújo (falecido) com geração.

Bn 6. Francisco Cosme de Araújo (falecido) com  geração.

Bn 7. Norberto de Araújo, casado, com. geração.

Bn 8. Sebastião de Araújo (falecido), com geração.

Bn 9. Odilon de Araújo, viúvo, com geração.

F 7. Maria Joaquina Corrêa de Siqueira, casada.

F 8. Joaquina Antônia de Alvarenga, que foi casada com Francisco Alves Moreira da Costa (Veja-se «João Alves da Silva Coelho»).

F 9. Francisco Corrêa de Siqueira.

F 10. Joaquim Corrêa de Siqueira. Foi progenitor dos seguintes filhos legalmente reconhecidos:

N 9. Procópio José de Siqueira, falecido, com geração.

N10. João Francisco de Siqueira, casado, com geração.

N 11. José Corrêa de Siqueira.

Além destes, mais os seguintes legitimados por conseqüente casamento com Januária de Oliveira Pinto:

N 12. Formosanta Rodrigues de Siqueira, viúva de José Rodrigues Filho. Tem um filho:

Bn 10. José Benedito Moreira, casado e com filhos.

N 13. Euclides Corrêa de Siqueira. Foi casado com Benedita Rodrigues, deixando filhos.

N 14. Maria Iracema de Siqueira, que foi casada com Augusto Sampaio. Com geração.  

N 15. Joaquim Corrêa de Siqueira Filho. Solteiro.

N 16. Suzana de Siqueira, que foi casada com Francisco Cosme de Araújo (falecido). Tiveram um filho:

Bn 11. Noêmio casado, morador em Taubaté. Com geração.

N 17. Maria José de, Siqueira, casada que foi com Cristo Ortiz de Carvalho (falecido). Com geração.

N 18. Gabriela de Siqueira Dias, casada com Benedito Dias, com geração.

N 19. Rosemira de Siqueira, casada com Ricardo Firmo, com geração.

§ 3. °

FRANCISCO CORRÊA PORTES SOBRINHO

Francisco Corrêa Portes Sobrinho, trata-se de uma respeitável figura de caçapavense que, durante mais de meio século, desempenhou funções de relevo em nossa organização municipal. Chefe de numerosa família, «Chico Batista», como era geralmente conhecido, consagrou-se na estima dos seus concidadãos. Pertencente à velha estirpe dos «Siqueíras Portes», foi casado com Ana Fausta Corrêa de Siqueira, falecida em 25 de janeiro de 1926, e deixou os 5 filhos seguintes:           

F 1. José Ludgero de Siqueira, casado com Maria das Dores Teles. Nhonhô Ludgero, como era conhecido, faleceu em 1952, deixando numerosa e ilustre descendência.

F 2. José Tomás de Siqueira, casado com Amélia Franco de Camargo, ambos falecidos. Deixaram grande prole.

F 3. José Francisco de Siqueira.

F 4. José Benedito de Siqueira Reis, falecido, que foi casado com Olívia da Cunha Lara. Com geração,

F 5. Maria José de Siqueira Lara foi casada com João da Cunha Lara. Com geração.

CAPÍTULO V

JOÃO BATISTA MOREIRA

João Batista Moreira, dentre os nossos ancestrais, cujos descendentes constituíram grande número de famílias, que povoaram o município de Caçapava, pode-se destacar João Batista Moreira, que nasceu e viveu no bairro de Piracangaguá, no município de Taubaté, onde morreu em 1847.

João Batista Moreira era filho de Francisco Moreira da Silva e Maria da Silva. Foi casado com Isabel Moreira de Castilho, filha de Salvador Moreira de Castilho e Ana Leite, de Miranda.   João Batista nasceu em 1770 e Isabel em 1776. Casaram-se em 29 de junho de 1790. Tiveram, pelo menos, três filhos: José, Francisco e João Batista, cujas descendências resumiremos em seguida:

§ 1. °

F 1. José Corrêa Leite, filho de João Batista Moreira e de Isabel Moreira de Castilho, nascido aproximadamente em 1890, casou-se em 13-07-1829, em Taubaté, com Isidora Justina do Amor Divino, filha de José Martins de Brito e de Maria Moreira de Castilho. José Corrêa Leite e Isidora do Amor Divino foram os pais de:

N 1. Ana Rosa Moreira de Castilho, que casou com Benjamim Raimundo da Silva, seu primo, pois Benjamim era filho de Manoela Maria do Carmo, irmã de Isidora Justina do Amor Divino. Este casal teve um único filho:

Bn 1. José Raimundo Silva, nascido em 1871, casou, em Caçapava, no dia 12 de agosto de 1893, com Carolina Freire Leite (ou Carolina Moreira Leite, como consta do termo de casamento), filha de João Moreira Leite e de Paulina Moreira Leite. José Raimundo da Silva faleceu em 28 de março de 1931. Foram os pais de:

Tn 1. Maria Antonieta, casada em primeiras núpcias com seu tio Clementino Raimundo da Silva, filho de Benjamim Raimundo da Silva e de Gertrudes Marcondes da Silva; com geração; e em segundas núpcias com Ernestino Moreira Freire, filho de José Hilário Freire e de Maria Joaquina Moreira Freire, com geração.

Tn 2. Waldomira, falecida, em estado de sol¬teira.

Tn 3. Noêmio Raimundo da Silva, casado com Antonieta, filha de Antônio de Oliveira Barros e de Ana Cândida de Araújo Bar-ros. Com geração.

Tn 4. Dr. Otaviano Raimundo da Silva, casou-se em 2 de julho de 1927, em Aparecida do Norte, com Lygia Bueno de Camargo, filha de Lupércio de Arruda Camargo e Amélia Bueno de Miranda, neta paterna de Antônio de Arruda Camargo e de Ana Rufina de Oliveira e Almeida; neta materna de Francisco Bueno de Miranda e Amélia Miranda. Teve:

Qn 1. Carmen Lygia Camargo Silva

Qn 2. José Cleantho Camargo Silva

Qn 3. Maria Lúcia Camargo Silva

Qn 4. Maria Camargo Silva.

Qn 5. Célia Camargo Silva.

Qn 6. Celina Camargo Silva.

Qn 7. Eneida Camargo Silva.

Qn 8. Octaviano Raymundo de Camargo Silva.

Qn 9. Álvare Camargo Silva.

Qn 10. Talitha Camargo Silva.

Tn 5. Malvina, casada com seu tio Alfredo Raimundo da Silva.   Com geração.

Tn 6. Clarice, casada com João Pantaleão, com geração.

N 2. José Mariano da Silva Batista, que casou, em Caçapava, com Diná Maria de Jesus, filha do capitão João Ramos da Silva e de Escolástica Maria dos Anjos. Tiveram os filhos:

Bn 2. José Antônio Batista, casado, com geração.

Bn 3. José Mariano da Silva Batista, casado, com ge¬ração.

Bn 4. José Gabriel Ramos, casado, com geração.

Bn 5. José Felix Batista, residente em Caçapava, onde nasceu em 1868, casou, aos 25 de maio de 1892 (registro n.o 93),  com Escolástica Augusta de Almeida, nascida em Jambeiro, em 1876, filha de Miguel Francisco das Chagas e de Ana Cândida de Almeida.

Bn 6. Maria da Glória Batista, natural de Caçapava; na mesma cidade, aos 17 de fevereiro de 1894, casou com Manoel Pereira de Souza Viana, português, filho de Rodrigo da Silva e de Maria de Lima Pereira. A noiva tinha 28 anos e o noivo 27 anos de idade. Com geração.

Bn 7. Maria Emília Batista, natural e residente em Caçapava; aos 7 de agosto de 1891, casou com Plínio Dias, de 24 anos de idade, filho de Alexandre de   Freitas Dias e de Ana Rosa de Sales Dias.

N 3. Maria Justina Moreira, filha de José Corrêa Leite e de Isidora Justina do Amor Divino (F 1), casou com Manoel Martins Lopes, falecido em 9 de novembro de 1907, com 76 anos de idade, quando ocupava o cargo de agente do Correio. Tiveram os filhos:

Bn 8. Maria Antônia Martins Lopes, casou  com José Miguel Pereira de Castro.   Este casal teve:

Tn 7. João,

Tn 8. Pedro,

Tn 9. José Cândido de Castro, casado com Aurora Augusta, filha de Amâncio Rodrigues de Paula e de Maria da Conceição, esta filha de Joaquim Ramos e de Justina Dutra. Por Joaquim Ramos, neta do Cap. João Ramos da Silva. José Cândido de Castro e Aurora Augusta são pais de:

Qn 11. Maria Ígnea de Castro, residente em Caçapava. (Veja-se o capítulo «João Ramos da Silva»).

Bn 9. Ana Rosa Martins Lopes, em 23 de fevereiro de 1892 (Registro n.°16), na cidade de Caçapava, casou com Jordão Montezuma, ele natural de Paraíbuna, com 31 anos de idade, viúvo de Maria Francisca Moreira. A noiva, natural de Caçapava, com 21 anos de idade. Este casal teve vários filhos, cujos nomes não apurei.

Bn 10.  Maria José Martins Lopes, natural e residente em Caçapava, casou-se com José Antônio Nogueira de Matos, filho de José Ferreira de Abreu e de Maria Rosa Nogueira de Matos. Maria José Martins faleceu em setembro de 1924, em Caçapava. Este casal teve os filhos seguintes:

Tn 10.  José Augusto de Matos, casado, com geração.

Tn 11.  Isaltina.

Tn 12.  Alzira.

Bn 11.  Maria do Carmo Martins Lopes, natural de Caçapava, nessa cidade, aos 14 de fevereiro de 1893, casou com José Rodrigues de Azevedo, natural de Taubaté, filho de Querino José Rodrigues e de Maria Rícarda Eugenia.  O nubente tinha 24 anos e a nubente 27 anos de idade. Teve geração.

Bn 12. Amélia Martins Lopes, natural e residente em Caçapava, aos 18 de julho de 1893, casou com Benedito Batista dos Santos (também conhecido por Benedito Domingues).

N 4. Maria da Glória Moreira, filha de José Corrêa Leite e de Isidora Justina do Amor Divino, casou com Benedito Ribeiro da Costa Araújo, filho de José da Costa Araújo e de Ângela Maria de Arantes.  Só consegui descobrir um filho:

Bn 13. José, nascido em Caçapava, em 1. ° de junho de 1876.   

§ 2.°

F 2. Francisco Moreira de Castilho nasceu em 1802, em Taubaté e faleceu em 27 de dezembro de 1870, no bairro do Serrote, termo de Caçapava. Foi casada com Gertrudes Alves Moreira, nascida em 1808, em Taubaté, e falecida, em Caçapava, em 22 de junho de 1879. Em 1835 residiam em Caçapava Velha, onde Francisco Moreira de Castilho tinha loja de fazendas secas e era sargento da Guarda Nacional, e ao mesmo tempo tinha propriedade agrícola na serra do Jambeiro. Este casal teve os seis filhos seguintes:

N 5. Maria da Anunciação, casada com Lúcio de Oliveira Campos, natural de Bragança.    Tiveram os filhos:

Bn 14. Antônio de Oliveira Campos, casado, com geração. E' morador em Campinas.

Bn 15. Maria da Conceição Rabelo, foi casada com Eduardo. Rabelo Sobrinho. Falecidos ambos. Com geração.

N 6. Maria. Benedita Moreira, nascida em Caçapava Velha em 1826.   Faleceu em 12 de abril de 1894. Foi casada com José Maria Bastos, natural de Cabeceiras de Basto, reino de Portugal, que faleceu em 31 de dezembro de 1889. Tiveram dois filhos:

Bn 16. José Francisco Moreira (não assinava «Bastos», apesar de ser conhecido por José Francisco Bastos. Os seus descendentes passaram a assinar Bastos). Nasceu em Taubaté, em 25 de outubro de 1860 e faleceu em Caçapava no dia 20 de outubro de 1887. Era então professor de primeiras letras, no bairro de Caçapava Velha, ao mesmo tempo que tinha provisão de advogado. Foi casado em 1881 com Teodolinda de Oliveira Pinto, nascida em Lorena, em outubro de 1862. Era filha de Manoel de Oliveira Pinto Júnior e Margarida de Oliveira Prado, esta filha de Raimundo José Fortunato e de Ana Rosa de Oliveira Prado, sendo que esta, enviuvando-se, veio a casar-se com o Dr. José Rodrigues de Souza, que de 1870 a 1873, foi juiz municipal e de órfãos de Caçapava. José Francisco e Teodolinda tiveram três filhos:

Tn 13. Benedito Alípio Bastos, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, nascido em Caçapava aos 2 de novembro de 1883. Está casado com Maria Luiza Soares Bastos, nascida no município de Barra Mansa, Estado do Rio de Janeiro, filha do coronel João Batista Soares Júnior e de Virgínia de Almeida e Silva Soares, esta filha do capitão Manoel de Freitas e Silva e de Francisca Carolina de Almeida. Este casal teve os filhos seguintes:

Qn 12. Virgínia Bastos de Matos, nascida em São Paulo, em 20 de outubro de 1915, casada com o Dr. Carlos Lopes de Matos, filho de Antônio Lopes de Matos e de Augusta Ribeiro de Matos. Com geração.

Qn 13. Dulce Soares Bastos, nascida em 15 de dezembro de 1916, em São Paulo.   Solteira.

Qn 14. Hélio Soares Bastos, nascido na Capital de São Paulo, em 2 de setembro de 1918. Está casado com Maria Antonieta Pinto, filha de Zeno Pinto e de Laura de Mesquita Pinto. Com geração.

Qn 15. Heládio, nascido em São Paulo. Faleceu na infância.

Qn 16. Marina, falecida na infância.

Tn 14. Anésia Moreira Bastos, nascida em Caça¬pava, aos 27 de janeiro de 1885. Casou-se com Artur Benedito de Oliveira Porto, filho de José de Oliveira Porto e de Maria Deodata Ferreira de Souza, já falecidos. Tiveram os filhos seguintes:

Qn 17. Darcy Bastos Porto, nascido em 27-9-1916, casado com Nise Dantas Porto, com geração.

Qn 18. Luzia Bastos Porto, nascida em 3-6-1922, em Caçapava. Solteira.

Qn 19.  Jurandir, falecido na infância.

Tn 15. Diógenes, falecido na infância.

Bn 17. Francisco Cândido Moreira, nascido em Taubaté, aos 11 de março de 1866. Casou-se com Teodolinda Moreira Pinto, viúva  de  seu irmão José Francisco  Moreira. Ele faleceu em 1911 e ela em 13-1-1940. Tiveram os filhos seguintes:

Tn 16. Lutegardes Bastos, nascido em 1891, em São Paulo. Casou em Barretos, com Clélia Bastos. Tem dois filhos:

Qn 20. Sauro Francisco Bastos, nascido em Barretos, casado com Novíssima Bastos.

Qn 21.  Maria Luiza Bastos, nascida em Barretos, em 5-8-1926.

Tn 17. José Evilásio Bastos, nascido em 8 de setembro de 1893, em Caçapava, e falecido em abril de 1950, em São Paulo. Casado com Áurea Porto Bastos, deixou um filho:

Qn 22. Antônio.

Tn 18. Maria Faraildes Bastos, nascida em 5 de abril de 1896, na cidade de Caçapava. Solteira.

Tn 19.  Lorival Bastos, nascido em 16 de julho de 1898, em Caçapava.   Casado com Zilda de Carvalho Bastos.   Tem dois filhos:

Qn 23. Álvaro

Qn 24. José Francisco.

Tn 20. Herezilda Bastos, nascida em Caçapava. Casada com Luiz da Costa Cirne, nascido na cidade de Jardim do Seridó, no Estado do Rio Grande do Norte. Com uma filha:

Qn 25. Catarina Celeste Cirne, casada com Augusto Locci, com geração

N 7. Maria Joaquina Moreira, ou Maria Joaquina das Brotas, falecida em 9 de junho de 1893, em Taubaté. Foi casada duas vezes, mas não deixou filhos. Foi mãe adotiva de José Augusto Moreira, comerciante estabelecido no largo do Mercado, em Taubaté.

N 8. Benedita Emília Moreira, que foi casada com José Vicente Martins, natural de São Luiz do Paraítinga, filho de Vicente Ferreira Martins e de Ana Maria de Jesus.   Ambos falecidos: ele em 24 de agosto de 1894 e ela em 23 de maio de 1906.    Tiveram os filhos seguintes:

Bn 18. João Francisco Moreira, nascido em 12 de julho de 1876.  Casado em 31 de julho de 1897, com os filhos:

Tn 21. Benedito, de 4-5-1899.

Tn 22. Belmiro, de 9-5-1901.

Tn 23.  Maria, de 14-12-1902.

Tn 24. Benedita, de 23-2-1904.

Tn 25.  Benedito, de 2-8-1908.

Tn 26.  Pedro, de 30-6-1915. João Francisco faleceu em 29 de outubro de 1937.

Bn 19. Artur Cândido Moreira, nascido em 3 de julho de 1881.  Casou-se em 30-5-1901. Teve os filhos seguintes:

Tn 27. João, nascido em Caçapava, em 5 de julho de 1903.

Tn 28.  Marieta, nascida em 23 de dezembro de 1904, em Caçapava.

Tn 29. José, nascido em   Caçapava,   em   29   de março de 1902,

Tn 30. Durvalino, nascido em Caçapava, em 17 de maio de 1906.

Tn 31. Alfredo, nascido em Caçapava, em 15 de novembro de 1907 e falecido em 24 de janeiro de 1908.

Tn 32. Hercília, nascida em 14 de julho de 1910.

Tn 33. Aroldo, nascido  em 21  de novembro de 1911.

Tn 34. Antenor, nascido em 10 de maio de 1913.

N 9. João Batista Moreira (conhecido por João Ourives), nasceu em 1832, em Taubaté.   Foi casado com Ana Deolinda Moreira, filha de Vicente Ferreira de Faria e de Maria Benta Rangel. Faleceram: ele em 28 de abril de 1894 e ela em 18 de agosto de 1905. Tiveram os filhos seguintes:

Bn 20. Ana Rosa Moreira, nascida em 25 de março de 1862.    Faleceu solteira.

Bn 21.  José Benedito Moreira, nascido em 10 de julho de1860 e faleceu em 5 de julho de 1913.

Bn 22.  José Antônio Moreira, casado com Maria, irmã de João Batista Leite, no dia 12 de janeiro de 1889.

Bn 23. João Francisco Moreira, nascido em 1864 e falecido em 8 de dezembro de 1893. Casou, em 10 de novembro de 1888 com Etelvina Moreira da Costa. deixando os filhos:

Tn 35.  José Benedito Moreira da Costa,

Tn 36.  Filadelfo Moreira,

Tn 37.  Rodolfo Moreira.

Bn 24. Francisco Moreira de Castilho Neto nascido em l.9 de fevereiro de 1873 e falecido em 22 de abril de 1875.

Bn 25. Benedita Amélia Moreira, casada com João Batista Leite.

Bn 26. Fernando Augusto Moreira, nascido em 28 de agosto de 1877, no bairro do «Serrote». Casou-se com Geraldina do Nascimento, de São José dos Campos e tem filhos.

N 10. Joaquim Francisco Moreira, nascido em 1836, em Taubaté. Foi casado com Benedita Alves Guedes, em 9 de maio de 1868. Foi morador no bairro do Serrote, onde nasceram os seus filhos seguintes:

Bn 27. José Gabriel Moreira, falecido, deixando os filhos:

Tn 38. Lutegardes,

Tn 39.  Lorival,

Tn 40.  Waldomiro,

Tn 41.  Waldir,

Tn 42. Layde,

Tn 43.  Jandira,

Tn 44.  Dinorá Moreira.

Bn 28. José Moreira de Castilho, casado, com os filhos:

Tn 45. Ana Vera Moreira,

Tn 46.  Lourdes Moreira,

Tn 47.  Teresa Moreira.

Bn 29. Adolfo Moreira Guedes, casado, com os filhos:

Tn 48.  Judith Moreira Isnard,

Tn 49.  Olga Moreira.

Bn 30. Etelvina Moreira, casada com Francisco Cezar do Nascimento. Tem os filhos:

Tn 50.  Aparecida Moreira,

Tn 51.  José Moreira.

§ 3.°

F 3. João Batista Moreira (ou João Moreira de Castilho), filho de João Batista Moreira (tronco). Foi casado com Maria Benta Rangel. Em 1847, já era falecido, deixando duas filhas: Rosa e Rufina.

N 11. Rufina Maria da Conceição, que foi casada com Inocêncio Lobato de Moura, Nasceu em 1830 e faleceu, em Caçapava, no dia 17 de dezembro de 1875. Rufina e Inocêncio tiveram os seguintes filhos:

Bn 31. Francisco Lobato de Moura Sobrinho, com 27 anos de idade em 1875.

Bn 32. José Lobato de Moura, com 24 anos de idade em 1875. Nasceu em Paraíbuna. Casou em Caçapava, em segundas núpcias, com Ambrosina Pereira, filha de Teodoro Pereira da Silva e de Luzia Marcondes Pereira da Silva.

Bn 33. Ana Francisca Moreira Lobato, com 20 anos de idade em 1875, foi casada com Francisco Jordão Moreira da Costa, filho do tenente coronel João Morara da Costa e de Maria Joaquina dos Anjos. Tiveram vários filhos, entre os quais:

Tn 52.  Pedro Moreira Lobato,

Tn 53. José Moreira Lobato, nascido em 1876.

Bn 34. José Gabriel Lobato, com 14 anos de idade em 1875.

Bn 35. Guilhermina, com 12 anos de idade em 1975.

Bn 36. Inocêncio, com 4 anos de idade em 1875.

N 12. Rosa (não tenho dados sobre esta filha de João Batista Moreira e de Maria Benta Rangel). 

CAPÍTULO VI  

DESCENDÊNCIA DO CAPITÃO JOÃO RAMOS DA SILVA

Era meu desejo fixar os troncos ancestrais do capitão João Ramos da Silva, mas, dadas as obscuridades encontradas no exame das gerações, limito-me a expor, aqui, apenas o que apurei acerca de sua descendência.

Pelo que consta das folhas de população da freguezia de Caçapava Velha, do município de Taubaté, e correspondentes aos anos de 1829 e 1830, João Ramos da Silva era capitão de ordenanças da Vila de São José do Paraíba; tinha 38 anos de idade e estava casado com Escolástica Maria dos Anjos, de 21 anos de idade, natural de Jacareí. Tinham um filha de três (3) anos de idade, Maria de São José, e possuíam 13 escravos. O recenseador escreveu:

«o capitão João Ramos da Silva mora no sítio de seu pai, com seus escravos, trabalhando na lavoura, produzindo gêneros para o gasto de sua casa.»

Sabe-se que, em 1844, fixou sua moradia em terrenos pertencentes ao patrimônio de São João Batista, que lhe foram cedidos pelo coronel João Dias da Cruz Guimarães. Esse casal, já constituído muito antes da criação da capela de São João Batista, deixou grande progênie de nove filhos, a seguir discriminada: