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"Nosso Grupo de Genealogia da Familia Freire será tão forte quanto seus membros o façam"

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Árvore Genealógica de Luciana Lopes Freire


 

Genealogia de
Gertrudes Freire

 

 

Gertrudes Freire, viúva portuguesa que aportou em Pernambuco, no início do século passado, era a avó de João e de Rita.

Não há registro de quem foram os pais de João e de Rita. Pais de 02 filhos:
 

1- João Lopes Freire, teria vindo de Alagoas, tendo-se notícias que morou nas cidades de Pindoba/AL, Pilar/AL, Viçosa/AL e Cajazeiras/PB. casado com Maria Freire, conhecida pelo apelido de Mariquinha ou mãe Mariquinha, José Lopes da Costa, conhecido como Dédé, que foi padrinho de Marina, juntamente com sua esposa Maria, conhecida como Dinga, que se conta, foram para São Paulo, Conta-se que João Lopes Freire e Mariquinha eram ricos proprietários de terras e que na seca de 1877, Mariquinha ajudava muito aos retirantes que passavam em sua fazenda, onde dada a sua bondade era tida por "madrinha Mariquinha" por toda aquela população mais pobre que morava nas redondezas das terras em que hoje é a cidade de Brejão (PE).Existe uma lenda sobre a bondade de "Madrinha Mariquinha". Quando ela morreu, nos idos de 1890, foi enterrada no cemitério da fazenda, em cova rasa, sem mausoléu. Tempos depois, João Lopes Freire, construiu o túmulo da família e providenciaram a transferência dos ossos de Mariquinha. Acontece que quando abriram a sepultura encontraram o corpo no mais perfeito estado de conservação, gerando-se assim, pelo fanatismo natural do povo nordestino, que era um corpo santo, motivo de diversos comentários dos "mais velhos" da região, que haviam conhecido a defunta e que era tida como verdadeira "santa" pelos pobres. A Igreja logo tomou conhecimento e o bispo de Garanhuns, D. Moura, fez transladar o corpo de Mariquinha, que dizem, foi mandado para Roma, e como o fato foi inédito naquela época, originou-se denominar o cemitério da fazenda de "Campo Santo", como é conhecido até hoje, o cemitério da cidade de Brejão em Pernambuco. Foram pais de: foram os pais de 07 filhos:
 

1. Joaquim Lopes Freire.
 

2. José Lopes Freire.
 

3. Feliciano Lopes Freire.
 

4. Francisca Lopes Freire.
 

5. Maria Lopes Freire.
 

6. Januária Lopes Freire.
 

7. Juvina Maria da Conceição, por volta de 1888, casou-se em Brejão,casou com seu primo legítimo Nicolau da Costa Brasil, filho de Francisco da Costa Brasil e de Rita Brasil. Juvina Lopes Freire, que depois de casada passou a assinar Juvina Freire da Costa e era conhecida como Juvina Maria da Conceição. O casal tinha ainda, as escravas Tinta e Rosário, que depois da abolição da escravatura, ficaram morando com a família e posteriormente com Juvina.
Juvina Maria da Conceição, que depois de casada passou a assinar Juvina Freire da Costa e era conhecida como Juvina Maria da Conceição. O casal tinha ainda, as escravas Tinta e Rosário, que depois da abolição da escravatura, ficaram morando com a família e posteriormente com Juvina.Conta-se que João Lopes Freire e Mariquinha eram ricos proprietários de terras e que na seca de 1877, Mariquinha ajudava muito aos retirantes que passavam em sua fazenda, onde dada a sua bondade era tida por "madrinha Mariquinha" por toda aquela população mais pobre que morava nas redondezas das terras em que hoje é a cidade de Brejão (PE).Existe uma lenda sobre a bondade de "Madrinha Mariquinha". Quando ela morreu, nos idos de 1890, foi enterrada no cemitério da fazenda, em cova rasa, sem mausoléu. Tempos depois, João Lopes Freire, construiu o túmulo da família e providenciaram a transferência dos ossos de Mariquinha. Acontece que quando abriram a sepultura encontraram o corpo no mais perfeito estado de conservação, gerando-se assim, pelo fanatismo natural do povo nordestino, que era um corpo santo, motivo de diversos comentários dos "mais velhos" da região, que haviam conhecido a defunta e que era tida como verdadeira "santa" pelos pobres.A Igreja logo tomou conhecimento e o bispo de Garanhuns, D. Moura, fez transladar o corpo de Mariquinha, que dizem, foi mandado para Roma, e como o fato foi inédito naquela época, originou-se denominar o cemitério da fazenda de "Campo Santo", como é conhecido até hoje, o cemitério da cidade de Brejão em Pernambuco.

A DOENÇA DE NICOLAU. O casal Nicolau da Costa Brasil e Juvina Maria da Conceição eram proprietários das fazendas Curica, Serrinha e Sítio Juçara no município de Brejão, naquela época, do fim do século passado, em terras de Garanhuns.Conta-se que Nicolau sofrendo de vesícula foi aconselhado pelos médicos a mudar-se para lugar de clima mais seco, motivo pelo qual, consta que morou nas cidades de Lagoa do Ouro e de Alagoinha, esta última perto da cidade de Pesqueira. Nessas constantes mudanças teve de vender suas fazendas e passar a comerciante de estivas. Tendo melhorado de sua doença, transferiu-se para a cidade de Garanhuns, onde morou na atual Avenida Barão do Rio Branco, onde, hoje em dia, existe uma loja de motocicletas da firma de Alves de Lima & Cia., tendo sido durante algum tempo próspero negociante de cereais, mas, a doença voltou a se manifestar e o casal teimou em não mais sair da cidade. Daí para frente, os negócios começaram a declinar, chegando a uma pobreza total, dependendo, inclusive, o casal, das três filhas mais novas, Marina, Zezé e Clarice, visto que os demais filhos, já casados, estavam cada um cuidando das suas próprias famílias.Este foi o fim daquele casal, que de tão ricos proprietários de fazendas e de comerciante bem sucedido, passou a uma miséria total, quando ambos morreram no início da década de quarenta.

A CORAGEM DE NICOLAU. Como fato pitoresco da família, conta-se que Nicolau da Costa Brasil era aquela pessoa extremamente boa, ótimo pai de família e pessoalmente era uma figura de homem bem elegante, era baixinho, conversador, muito alegre e sobretudo medroso. A avó contava que à noite, depois que todos já estivessem deitados, e se alguém batesse à porta, ou ocorresse algum barulho estranho, ele dizia:- Juvina, vai abrir a porta e vê o que é!.Juvina, por sua vez, era tida como sua mãe Mariquinha, pessoa que era tida como "madrinha" pela maioria dos moradores das suas fazendas, dada a sua bondade e desprendimento em ajudar aos mais necessitados. De estirpe aristocrática, incutiu, principalmente, nas duas filhas menores Marina e Zezé o sentimento de nobreza que havia tido na casa de seus pais e que tivera, nos primeiros anos de casada, até que a sorte e a doença arrebataram tudo que possuíam, trazendo as dificuldades que atravessaram na velhice. Como nada mais tinha a dar as suas duas filhas menores, transmitiu o máximo das informações sobre a família, quando o saudosismo é somente o que resta na impotência da velhice e das reversas da vida.

O casal teve os seguintes 09 filhos:

 

1. José Lopes da Costa, conhecido como Dédé, que foi padrinho de Marina, juntamente com sua esposa Maria, conhecida como Dinga, que se conta, foram para São Paulo/SP, e que é o pai de 01 filho:
 

1- Euclides, conhecido por Quidinho.


2. Joaquim Ferreira da Costa, conhecido por Caxinho, casado com Luiza, moravam em Serrinha, distrito de Garanhuns/PE, que é atualmente a cidade de Paranatama/PE.


3. João Lopes da Costa, conhecido como Joãozinho, casado com Têtê, moravam em Garanhuns/PE, eram os pais de 02 filhos conhecidos:

 

1- Lalá
2- Zito.
3- e outros mais
....

 

4. Ana Freire Rodrigues, casada com José Rodrigues, pais de 01 filho:

 

1- Antonio Rodrigues, que moravam em Vitória de Santo Antão/PE, casado com Noca, pais de 05 filhos:
 

1- Nica.
2- Dalva.
3- Rosário.
4- Lelê.
5- Idalino Rodrigues.

 

5. Maria Freire de Almeida, conhecida como Mãia, casada com Joaquim Almeida, este conhecido como Joca, moravam em Maceió/AL, eram os pais de 04 filhos:
 

1- Eleusa, mora em Maceió/AL.
2- Zezé, falecido.
3- Duce.
4- Carminha
, mora em Arapiraca/AL.


6. Elvira Freire da Silva, conhecida como Viviu, casada com José Silvestre da Silva, nascida em 31 de julho de 1903, o casal morava num sítio em Serrinha, pais de 02 filhos:
 

1- Luiza.
2- José Silvestre
, mora no Amazonas.

 

7. Maria José Freire Rocha, conhecida como Zezé, casada em primeiras núpcias com João Rocha e depois com Apolônio Leite Cavalcanti.
A REAÇÃO DE ZEZÉ.  É desse tempo também, que Marina, Zezé e Clarice estavam mocinhas, era tempo de flertar e de namorar, próprio em qualquer época. Mas, Marina era de uma forte personalidade, mais rígida em suas amizade, mais observadora de princípios, era então, a "mandona" a fiscalizadora das outras irmãs, principalmente de Zezé, que por ser muito bonita, bem faceira, era por demais "sapeca" em termos de festas, de namoros e de amizades com rapazes, coisas que Marina não aceitava facilmente, porisso, vivia sempre a admoestar o comportamento de Zezé, pois Zezé estava sempre a fugir de casa para ir as festas escondida de Juvina, namorava muito e Marina, tomando as responsabilidades pela mãe, estava sempre "agarrando no pé" de Zezé. Vez por outra Zezé não atendia aos conselhos de Marina, e não dava outra, Marina não perdia a oportunidade de surrar Zezé. Esta já não agüentava mais, tudo Mariana reclamava, e o pior eram as surras que levava da irmã mais velha. Zezé ia levando a situação como irmã mais nova "tinha de obedecer aos mais velhos" princípio que ainda perdura até hoje. Mas, aquilo estava se tornando insuportável, Zezé então foi pedir "arrego" para Juvina e explicou o que a mãe já sabia. Marina era realmente uma "parada", sempre que podia dava vazão aos seus valores interiores exemplando Zezé‚ e Juvina, no entanto, na mais alta sabedoria de mãe, conhecia muitas bem ambas as filhas, disse simplesmente a Zezé:- Quando ela vier dar em você, dê nela também!.Marina na sua habitual mania, já segura da sua superioridade de irmã mais velha, e dado a tantas vezes que Zezé não reagia, na primeira oportunidade que Zezé lhe desobedeceu, vem Marino dar mais uma surra em Zezé. Não esperava nunca era a reação da irmã mais nova, que com a orientação da mãe, reagiu e deu uma tremenda surra em Marina. A partir de então, Marina nunca mais ralhou com Zezé e muito menos pretendeu bater outra vez na irmã. O casal foram pais de 01 filho:
 

1- Ruy Freire, conhecido como Rui Pequeno que mora em Brasília/BR, casado com Apolônia Leite Cavalcanti, conhecida como Nãná, pais de 02 filhos:
 
1- Taís, casada, mora atualmente em Garanhuns/PE.
2- Alana, mora atualmente na Itália.

 

8. Marina Freire Silva, município de Brejão, casada com José Freire Bento que são o motivo deste conjunto de anotações;
A COSTUREIRINHA ARISTOCRATA. Marina Freire Silva, penúltima filha do casal Nicolau da Costa Brasil e Juvina Maria da Conceição, juntamente com a caçula Zezé e a adotiva Clarice tiveram a suas infâncias na fartura de "filhas de fazendeiros", onde ficou incutido o sentimento de sociedade, de família fidalga e de aristocracia, talvez, até mesmo de nobreza, dada a esmerada forma tão doméstica que fora transmitido pelos pais, no entanto, ao florescer da juventude fora apanhada pelas adversidades na ruína econômica dos genitores, que com o declínio da saúde de Nicolau, associada a sua velhice, provocou a perda de todos os recursos materiais.Marina, menina-moça sonhadora, lutava contra as circunstâncias adversas que pairavam sobre seus pais, procurando manter os mesmos princípios da formação rígida de conceitos morais, sociais e religiosos que foram ensinados por Juvina. Podiam não dispor de bens, tudo tinha acabado, mas, não seus valores e referências pessoais de boa família e de bem nascida.Como na época era uma tanto difícil oportunidade de trabalho para moças, ainda hoje o é, pôs-se a costurar para as amigas, como forma de manter o mesmo convívio com as pessoas do seu nível social, bem como, de estar atualizada com a moda e poder vesti-se bem, mesmo que não fosse da forma mais cara.
NÃNA DE CHICO TRIBUTINO. A vida transcorria rápida, e nesse tempo Marina, além de costurar, também se correspondia com a maioria das suas antigas amigas, moças de sua época áurea de fartura e de prestígio, entre aqueles amigos estavam Isaura Monteiro, Dagmar e Jurandir, dos monteiros de Lagoa do Ouro, cuja amizade permaneceu até a morte de Marina. É dessa época, nos idos de 1925, que circulava a filha de Francisco Tributino, rico comerciante em Garanhuns, que havia sido na sua juventude tropeiro dos fazendeiros de então, pessoa pobre, mas trabalhadora que enriqueceu a custa de muito esforço, mas, sem nenhuma finura, tão comum ainda hoje no interior. É pois, que Nãna, sua filha, era aquela moça feia, desengonçada e doida para casar e como o pai era rico, tinha acesso aos melhores meios da sociedade de então, mas nada de algum rapaz ter interesse por ela. Comentava-se, naquele tempo, que "Nãna era feia de pai, mãe e parteira, mais feia de que ela só praga de mãe". No entanto, Nãna tinha um artifício, bem esquisito, para se aproximar dos rapazes e sentir ou dá vazão as suas necessidades ou aos seus desejos mais íntimos de moça solteira. Todas as vezes que havia uma turma de rapazes e moças conversando, Nãna sempre era acometida de "um desmaio" que invariavelmente, sempre perto de um dos rapazes previamente determinados, de forma que aquele "escolhido" fosse segura-la e reanimá-la a recuperar-se. Com certeza não satisfazia plenamente as necessidades de Nãna, mas. "É melhor pouco do que nada", diz um adágio popular. Pais de 01 Filho:
 

1- José Freire Bento, nasceu em 1943, casado com Maria de Lourdes Lopes Freire, nascida em 1947, filha de Luís da Costa Leite e de Iranete Lopes Leite. Pais de 04 filhos:
 
1- Gabriela Lopes Freire, nascida em 1969, casada com Samuel Jacobs Leitão, nascido em 1966. Pais de 01 filho:
 
1- Gabriel Freire Jacobs, nascido em 1996.

2- Daniela Lopes Freire, nascida em 1971, casada com Marcelo Accioly Sellaro, nascido em 1969. Pais de 02 filhos:

1- Renata Freire Sellaro nascida em 1994.
2- Luísa Freire Sellaro nascida em 2001.

3- Luciana Lopes Freire nascida em 1978 casada com Jarbas Leite Sampaio, nascido em 1975.

4- Fabiana Lopes Freire nascida em 1981.


9. Clarice Freire da Costa.

 
2- Rita, que depois de casada com Francisco da Costa Brasil, conhecido por Chico Brasil, passou assinar Rita Brasil, são os ascendentes mais longínquos da família Freire de Garanhuns, foram os pais de 06 filhos:
 

1. Josefa da Costa Brasil, conhecida como Caboclinha, era mãe de:
 

1- Francisco  conhecido por Chico Cadete;


2. Ana da Costa Brasil.
 

3. Francisco da Costa Brasil, conhecido como Dubigo.
 

4. Henrique Brasil, fazendeiro em Afogados da Ingazeira, casado com Rita Brasil, que mora em Garanhuns. Pais de 02 filhos:
 

1- Shirley.
2- Mário
, que é atualmente oficial da Polícia Militar de Pernambuco/PE.

 

5. Maria da Costa Brasil;
 

6.  Nicolau da Costa Brasil, n. por volta de 1888, casou-se em Brejão com sua prima irmã Juvina Maria da Conceição,  tiveram  fazendas em Àguazinha e em Cajazeiras, depois foram para Brejão, onde possuíram propriedades na localidade dos "mochileiros", reduto das principais famílias da região.

A DOENÇA DE NICOLAU. O casal Nicolau da Costa Brasil e Juvina Maria da Conceição eram proprietários das fazendas Curica, Serrinha e Sítio Juçara no município de Brejão, naquela época, do fim do século passado, em terras de Garanhuns.Conta-se que Nicolau sofrendo de vesícula foi aconselhado pelos médicos a mudar-se para lugar de clima mais seco, motivo pelo qual, consta que morou nas cidades de Lagoa do Ouro e de Alagoinha, esta última perto da cidade de Pesqueira. Nessas constantes mudanças teve de vender suas fazendas e passar a comerciante de estivas. Tendo melhorado de sua doença, transferiu-se para a cidade de Garanhuns, onde morou na atual Avenida Barão do Rio Branco, onde, hoje em dia, existe uma loja de motocicletas da firma de Alves de Lima & Cia., tendo sido durante algum tempo próspero negociante de cereais, mas, a doença voltou a se manifestar e o casal teimou em não mais sair da cidade. Daí para frente, os negócios começaram a declinar, chegando a uma pobreza total, dependendo, inclusive, o casal, das três filhas mais novas, Marina, Zezé e Clarice, visto que os demais filhos, já casados, estavam cada um cuidando das suas próprias famílias.Este foi o fim daquele casal, que de tão ricos proprietários de fazendas e de comerciante bem sucedido, passou a uma miséria total, quando ambos morreram no início da década de quarenta.

A CORAGEM DE NICOLAU. Como fato pitoresco da família, conta-se que Nicolau da Costa Brasil era aquela pessoa extremamente boa, ótimo pai de família e pessoalmente era uma figura de homem bem elegante, era baixinho, conversador, muito alegre e sobretudo medroso. A avó contava que à noite, depois que todos já estivessem deitados, e se alguém batesse à porta, ou ocorresse algum barulho estranho, ele dizia:- Juvina, vai abrir a porta e vê o que é!.Juvina, por sua vez, era tida como sua mãe Mariquinha, pessoa que era tida como "madrinha" pela maioria dos moradores das suas fazendas, dada a sua bondade e desprendimento em ajudar aos mais necessitados. De estirpe aristocrática, incutiu, principalmente, nas duas filhas menores Marina e Zezé o sentimento de nobreza que havia tido na casa de seus pais e que tivera, nos primeiros anos de casada, até que a sorte e a doença arrebataram tudo que possuíam, trazendo as dificuldades que atravessaram na velhice. Como nada mais tinha a dar as suas duas filhas menores, transmitiu o máximo das informações sobre a família, quando o saudosismo é somente o que resta na impotência da velhice e das reversas da vida.

Juvina Maria da Conceição, que depois de casada passou a assinar Juvina Freire da Costa e era conhecida como Juvina Maria da Conceição. O casal tinha ainda, as escravas Tinta e Rosário, que depois da abolição da escravatura, ficaram morando com a família e posteriormente com Juvina. Conta-se que João Lopes Freire e Mariquinha eram ricos proprietários de terras e que na seca de 1877, Mariquinha ajudava muito aos retirantes que passavam em sua fazenda, onde dada a sua bondade era tida por "madrinha Mariquinha" por toda aquela população mais pobre que morava nas redondezas das terras em que hoje é a cidade de Brejão (PE).Existe uma lenda sobre a bondade de "Madrinha Mariquinha". Quando ela morreu, nos idos de 1890, foi enterrada no cemitério da fazenda, em cova rasa, sem mausoléu. Tempos depois, João Lopes Freire, construiu o túmulo da família e providenciaram a transferência dos ossos de Mariquinha. Acontece que quando abriram a sepultura encontraram o corpo no mais perfeito estado de conservação, gerando-se assim, pelo fanatismo natural do povo nordestino, que era um corpo santo, motivo de diversos comentários dos "mais velhos" da região, que haviam conhecido a defunta e que era tida como verdadeira "santa" pelos pobres. A Igreja logo tomou conhecimento e o bispo de Garanhuns, D. Moura, fez transladar o corpo de Mariquinha, que dizem, foi mandado para Roma, e como o fato foi inédito naquela época, originou-se denominar o cemitério da fazenda de "Campo Santo", como é conhecido até hoje, o cemitério da cidade de Brejão em Pernambuco.

O casal teve os seguintes 09 filhos:
 

1. José Lopes da Costa, conhecido como Dédé, que foi padrinho de Marina, juntamente com sua esposa Maria, conhecida como Dinga, que se conta, foram para São Paulo, e que é o pai de 01 filho:
 

1- Euclides, conhecido por Quidinho.


2. Joaquim Ferreira da Costa, conhecido por Caxinho, casado com Luiza, moravam em Serrinha, distrito de Garanhuns, que é atualmente a cidade de Paranatama/PE.


3. João Lopes da Costa, conhecido como Joãozinho, casado com Têtê, moravam em Garanhuns/PE, eram os pais de 02 filhos conhecidos:

 

1- Lalá
2- Zito.
3- e outros mais
....

 

4. Ana Freire Rodrigues, casada com José Rodrigues, pais de 01 filho:

 

1- Antonio Rodrigues, que moravam em Vitória de Santo Antão/PE, casado com Noca, pais de 05 filhos:
 

1- Nica.
2- Dalva.
3- Rosário.
4- Lelê.
5- Idalino Rodrigues.

 

5. Maria Freire de Almeida, conhecida como Mãia, casada com Joaquim Almeida, este conhecido como Joca, moravam em Maceió/AL, eram os pais de 04 filhos:
 

1- Eleusa, mora em Maceió.
2- Zezé, falecido.
3- Duce.
4- Carminha
, mora em Arapiraca/AL.


6. Elvira Freire da Silva, conhecida como Viviu, casada com José Silvestre da Silva, nascida em 31 de julho de 1903, o casal morava num sítio em Serrinha, pais de 02 filhos:
 

1- Luiza.
2- José Silvestre
, mora no Amazonas.

 

7. Maria José Freire Rocha, conhecida como Zezé, casada em primeiras núpcias com João Rocha e depois com Apolônio Leite Cavalcanti.
A REAÇÃO DE ZEZÉ.  É desse tempo também, que Marina, Zezé e Clarice estavam mocinhas, era tempo de flertar e de namorar, próprio em qualquer época. Mas, Marina era de uma forte personalidade, mais rígida em suas amizade, mais observadora de princípios, era então, a "mandona" a fiscalizadora das outras irmãs, principalmente de Zezé, que por ser muito bonita, bem faceira, era por demais "sapeca" em termos de festas, de namoros e de amizades com rapazes, coisas que Marina não aceitava facilmente, porisso, vivia sempre a admoestar o comportamento de Zezé, pois Zezé estava sempre a fugir de casa para ir as festas escondida de Juvina, namorava muito e Marina, tomando as responsabilidades pela mãe, estava sempre "agarrando no pé" de Zezé. Vez por outra Zezé não atendia aos conselhos de Marina, e não dava outra, Marina não perdia a oportunidade de surrar Zezé. Esta já não agüentava mais, tudo Mariana reclamava, e o pior eram as surras que levava da irmã mais velha. Zezé ia levando a situação como irmã mais nova "tinha de obedecer aos mais velhos" princípio que ainda perdura até hoje. Mas, aquilo estava se tornando insuportável, Zezé então foi pedir "arrego" para Juvina e explicou o que a mãe já sabia. Marina era realmente uma "parada", sempre que podia dava vazão aos seus valores interiores exemplando Zezé‚ e Juvina, no entanto, na mais alta sabedoria de mãe, conhecia muitas bem ambas as filhas, disse simplesmente a Zezé:- Quando ela vier dar em você, dê nela também!.Marina na sua habitual mania, já segura da sua superioridade de irmã mais velha, e dado a tantas vezes que Zezé não reagia, na primeira oportunidade que Zezé lhe desobedeceu, vem Marino dar mais uma surra em Zezé. Não esperava nunca era a reação da irmã mais nova, que com a orientação da mãe, reagiu e deu uma tremenda surra em Marina. A partir de então, Marina nunca mais ralhou com Zezé e muito menos pretendeu bater outra vez na irmã. O casal foram pais de 01 filho:
 

1- Ruy Freire, conhecido como Rui Pequeno que mora em Brasília/BR, casado com Apolônia Leite Cavalcanti, conhecida como Nãná, pais de 02 filhos:
 
1- Taís, casada, mora atualmente em Garanhuns/PE.
2- Alana, mora atualmente na Itália.

 

8. Marina Freire Silva, município de Brejão, casada com José Freire Bento que são o motivo deste conjunto de anotações;
A COSTUREIRINHA ARISTOCRATA. Marina Freire Silva, penúltima filha do casal Nicolau da Costa Brasil e Juvina Maria da Conceição, juntamente com a caçula Zezé e a adotiva Clarice tiveram a suas infâncias na fartura de "filhas de fazendeiros", onde ficou incutido o sentimento de sociedade, de família fidalga e de aristocracia, talvez, até mesmo de nobreza, dada a esmerada forma tão doméstica que fora transmitido pelos pais, no entanto, ao florescer da juventude fora apanhada pelas adversidades na ruína econômica dos genitores, que com o declínio da saúde de Nicolau, associada a sua velhice, provocou a perda de todos os recursos materiais.Marina, menina-moça sonhadora, lutava contra as circunstâncias adversas que pairavam sobre seus pais, procurando manter os mesmos princípios da formação rígida de conceitos morais, sociais e religiosos que foram ensinados por Juvina. Podiam não dispor de bens, tudo tinha acabado, mas, não seus valores e referências pessoais de boa família e de bem nascida.Como na época era uma tanto difícil oportunidade de trabalho para moças, ainda hoje o é, pôs-se a costurar para as amigas, como forma de manter o mesmo convívio com as pessoas do seu nível social, bem como, de estar atualizada com a moda e poder vesti-se bem, mesmo que não fosse da forma mais cara.
NÃNA DE CHICO TRIBUTINO. A vida transcorria rápida, e nesse tempo Marina, além de costurar, também se correspondia com a maioria das suas antigas amigas, moças de sua época áurea de fartura e de prestígio, entre aqueles amigos estavam Isaura Monteiro, Dagmar e Jurandir, dos monteiros de Lagoa do Ouro, cuja amizade permaneceu até a morte de Marina. É dessa época, nos idos de 1925, que circulava a filha de Francisco Tributino, rico comerciante em Garanhuns, que havia sido na sua juventude tropeiro dos fazendeiros de então, pessoa pobre, mas trabalhadora que enriqueceu a custa de muito esforço, mas, sem nenhuma finura, tão comum ainda hoje no interior. É pois, que Nãna, sua filha, era aquela moça feia, desengonçada e doida para casar e como o pai era rico, tinha acesso aos melhores meios da sociedade de então, mas nada de algum rapaz ter interesse por ela. Comentava-se, naquele tempo, que "Nãna era feia de pai, mãe e parteira, mais feia de que ela só praga de mãe". No entanto, Nãna tinha um artifício, bem esquisito, para se aproximar dos rapazes e sentir ou dá vazão as suas necessidades ou aos seus desejos mais íntimos de moça solteira. Todas as vezes que havia uma turma de rapazes e moças conversando, Nãna sempre era acometida de "um desmaio" que invariavelmente, sempre perto de um dos rapazes previamente determinados, de forma que aquele "escolhido" fosse segura-la e reanimá-la a recuperar-se. Com certeza não satisfazia plenamente as necessidades de Nãna, mas. "É melhor pouco do que nada", diz um adágio popular. Pais de 01 Filho:
 

1- José Freire Bento, nasceu em 1943, casado com Maria de Lourdes Lopes Freire, nascida em 1947, filha de Luís da Costa Leite e de Iranete Lopes Leite. Pais de 04 filhos:
 
1- Gabriela Lopes Freire, nascida em 1969, casada com Samuel Jacobs Leitão, nascido em 1966. Pais de 01 filho:
 
1- Gabriel Freire Jacobs, nascido em 1996.

2- Daniela Lopes Freire, nascida em 1971, casada com Marcelo Accioly Sellaro, nascido em 1969. Pais de 02 filhos:

1- Renata Freire Sellaro nascida em 1994.
2- Luísa Freire Sellaro nascida em 2001.

3- Luciana Lopes Freire nascida em 1978 casada com Jarbas Leite Sampaio, nascido em 1975.

4- Fabiana Lopes Freire nascida em 1981.


9. Clarice Freire da Costa.

Fonte: Pesquisa elaborada por José Freire Bento (Filho), pai de Luciana Lopes Freire, se você tiver alguma informação que gostaria de compartilhar conosco sobre nossos familiares, acrescentando dados, entre em contato. Obrigado.
 

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